Originalmente este blog teve como objetivo principal localizar alguns de meus parentes da parte de meu saudoso pai, que fora um retirante paraibano nos idos de 1938! Acreditava eu, na minha profunda ignorância digital de então, que através do blog seria mais fácil do que presencialmente – como aconteceu em 1972 em São Paulo, capital e que registrei em uma pequena crônica escrita e publicada anos mais tarde – alcançar este feito! Necas! Agora ele é um dos meus diários digitais preferidos.
sábado, 20 de março de 2021
quinta-feira, 4 de março de 2021
domingo, 28 de fevereiro de 2021
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
sexta-feira, 29 de janeiro de 2021
domingo, 17 de janeiro de 2021
sábado, 12 de setembro de 2020
A MAIOR COINCIDÊNCIA DO MUNDO!(*)
O ano era 1972. Estava eu em São Paulo, capital, alojado no Estádio do Pacaembu.
Fazia parte de
uma operação nacional do Projeto Rondon. Aguardava a partida para a cidade onde atuaria, Tarabai.
Eu e um monte de universitários. Eram todos estudantes do Norte e Nordeste brasileiros. Eu cursava
agronomia em Belém. Eram feitas reuniões diárias a fim de organizar os deslocamentos das equipes
para os municípios paulistas que receberiam o Projeto Rondon. Em um dos intervalos das diversas
reuniões do grupo todo, eu e mais dois colegas de equipe, decidimos passear pela cidade, enquanto
a hora da partida para o interior não chegava. Resolvemos ir caminhando para conhecer o centro da
capital paulista. Rodamos extasiados com a verdadeira cidade de concreto. Prédios e mais prédios.
Por volta de meio dia resolvemos voltar para o almoço. Como disse, todos estudantes universitários
e sem grana pra comer sequer um sanduíche. Foi na caminhada de volta para o alojamento do
estádio que tudo aconteceu. Já eram quase meio dia e precisávamos almoçar.
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Retornávamos
calmamente pela rua Beneficência Portuguesa, centro, quando de repente passa em nossa frente em
direção ao meio-fio, um senhor de paletó. Cruzamos sem parar. Porém, milésimos de segundos
adiante, minha memória aflorou de forma límpida e cristalina e disparou um sinal como se fosse
uma sirene: – Eu conhecia aquela pessoa!-- pensei. Ao mesmo tempo voltei o rosto em direção a ela
e instintivamente gritei! – Ei, Tio Joca! – Dei um grito sem pensar ou avaliar a situação de um
possível constrangimento.
Ele bruscamente parou, virou-se pra mim e sorrindo escancaradamente,
me respondeu: – Você é o Carlos José, filho do mano Lindalvo, que mora em Belém do Pará?! –
falou ele.
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| Da esquerda para a direita: Tio José, palmeirense fanático; Tio Sinfrônio; Tio Joca, meu padrinho; Meu saudoso pai, Lindalvo; e, meu tio Antônio. |
Não deu tempo nem pra responder. Nos abraçamos. – Vamos, venham comigo. Vamos
almoçar em casa! – falou ele abrindo a porta do carro que estava estacionado bem em frente da
gente. Seguimos todos. Apresentei meus colegas a ele, contei de nosso objetivo ali e começamos a
conversar. Uma conversa amistosa, alegre e cheia de recordações. Relembramos a última vez que
tínhamos nos encontrado presencialmente, como se diz hoje. Quase dez anos atrás. 1965! Eu tinha
quatorze anos! E assim fomos. Meus colegas ficaram a maior parte do tempo calados, talvez,
tentando entender toda a inusitada situação. Ao aproximar-se de sua casa, alguns minutos adiante,
ele começou a manobrar para estacionar. Abruptamente reacelera o carro e não pára. Ficamos todos
espantados sem entender o que estava acontecendo. – Tão vendo esses dois – falou ele apontando
para dois sujeitos que vinham em passos acelerados em direção ao carro do meu tio. – São
bandidos! Iriam nos assaltar! Engolimos em seco e seguimos com ele. – Vou dar a volta no
quarteirão e esperar eles sumirem. E assim ele fez. Voltamos e estacionamos, agora em segurança
na frente da casa do meu padrinho Tio Joca. Almoçamos todos, conversando e relembrando a
família. O resto do dia foi só alegria e recordações. Ao final, ele foi nos deixar na frente do estádio
do Pacaembu. Penso que esta tenha sido a maior, das maiores coincidências de minha vida!
(*) Esta crônica foi originalmente publicada em:
https://www.webartigos.com/artigos/a-maior-coincidencia-do-mundo/166691
Porém, sem imagens.
__________________________________________________________(*) Imagens capturadas na internet e do arquivo da família.
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